The [s]Never[/s]ending Story

27 de jul. de 2012
I'm gonna tell you a story
about a girl and the boy she loves.
They were once happy forever
except that forever didn't last that long.

Mistakes were made, regrets were taken
and he went away for never to return.

She tried to go after him,
she tried to get over it,
she tried to stay away,
she tried to let it go,
she tried just to forget.

But she failed,
she always failed.
So she still loves him
every second
of every day
with every cell
of her body
so deeply
and so fucking much.

And every time she misses him
she cries her love in silence.
For his smile is still able to make her whole day shiny.
His words still touch her heart like nothing else.
His vision of the world is still so interesting and charming.
And his hug is still the best of the world.

And without any specific goal
she lives loving him quietly,
trying to get sometimes a smile.
By the way, I am this girl.
And the boy, I think you know.

Le douze

13 de jun. de 2012
Ma vie a changé le dernière juin . Merci pour tout. Désolé pour les choses que j'ai fait à toi. J'ai été très heureux et je ne savais pas comment agir correctement. J'espère que tu es bien.

O tempo

22 de mai. de 2012
O tempo só, passa.
E o tempo só, disfarça.
Até que não se percebe mais a solitude.

E ela até agrada.

O esforço de lembrar
Vale menos do que é possível reter.
Troca-se o que poderia ter acontecido
Pelo que não veio a acontecer.

A angústia se afasta como a visão
Borrada pela neblina
Que num dia leva o frio à espinha
Mas no outro o orvalho da matina.
E por mais que doa a falta do verão
O problema agora é solução
Na medida em que se adapta ao clima.

Etiene Dalcol  - 22/05/2012





Time machine bad trip

20 de mai. de 2012
Fiz uma viagem no tempo e foi uma puta de uma bad trip... Taí as coisas que eu escrevia. Gente... Eu era uma criança esperta mas putz, ainda bem que eu dei uma segurada na fase Augusto dos Anjos ou eu provavelmente já teria morrido de tuberculose.


Crí­ticas Noturnas

A noite fria pôs-se a cantar,
Escutaram atentos os frutos da ignorância,
Que por sua mais profunda ganância,
Tudo que é belo assim irá se acabar.

Mórbida será a voz dos corredores,
Que nunca irá se calar,
E isso só irá aumentar,
Fragmentos de suas vidas de horrores.

Só entre a multidão que cerca,
Pedaços de vozes e risos em coro,
Sem saber de suas "vidas felizes sem choro",
E sua alma pobre só quer ser liberta.

Voar por caminhos invisí­veis, 
É a saí­da de sua prisão,
Que na célula mais profunda do coração,
Teme as própias pragas insensíveis.

Que balbucia no auge da decrepitude,
Que não existe fuga,
Não foi inventada a cura,
Para esta sem-razão da falta de atitude.

Etiene Dalcol - 30/05/2004


Notas de uma sombra corrompida

Não posso com a vida acabar,
Pois ela eu jamais possuí­,
Seu gosto eu jamais senti,
E com ela eu só queria amar.

Dos amigos que eu já vim a ter,
Bons tempos assim vieram.
Tempos que por eles eram
O que eu jamais tornarei a ver.

Da vida rudimentar que talvez vi,
Faltam muitos bons momentos,
Foram poucos contentamentos,
No curto perí­odo em que vivi.

Pois agora não vivo mais.
Fui simplesmente enterrada.
Sou apenas a sombra exalada.
Do que um dia fui atrás.

Das trevas eu me alimento.
No sofrer, eu me encanto.
Da dor no meu recanto,
Sustento meu corpo sangrento.

O cheiro acre do corpo putrefato 
É meu perfume das rosas cálidas.
E em minhas nuances pálidas.
Realçado é meu corpo fraco.

Meu espírito negro brilha,
Minha alma obsoleta grita,
Minha cabeça gira,
No tempo em que tudo pra mim apodrecia.

Da frigidez amarga que me fiz,
Besta infectuosa me tornei.
Pior irás ficar, eu sei
Que a noite fria diz.

Assim a sombra a mim corrompe,
Pois minh`alma não tem saí­da,
Lúgubre é a minha vida,
E eu a vida afronte.

Etiene Dalcol - 26/05/2004


Vida solitária, dor diária

Eu: palavra forte de grande impacto.
Tudo era, agora nada.
Invariavelmente por um simples fato,
Escureceu-se a minha mente,
Nublou-se a minha alma,
Esmagada e pisada como um simples rato.

De repente, sem nem parar para explicar,
A felicidade se foi e nada ficou a restar.

Como o chão sob meus pés,
Reais são os medos meus.
Uma dor, um sufoco, uma lágrima,
Zombaste de mim, meu Deus.

Deus: palavra que agora me é estranha.
Amargo, frio, longí­nquo, inexistente.
Literalmente revira minhas entranhas
Como um sopro podre que me infecta
O corpo morto de esperança.
Livra-se de tudo e nada se alcança.

Etiene Dalcol - 23/05/2004

This is not a post

17 de mai. de 2012

Quanto mais suicidas no mundo, menos suicidas no mundo.

9 de abr. de 2012
Não sei se já disse isso, mas tem pouco tempo que descobri o real significado de uma das perguntas do okcupid sobre pessoas simples/complexas. Na época respondi que preferia pessoas simples. Minha lógica é que detesto pessoas que over complicam as coisas, e por isso simples era melhor. Mas, no final das contas, embananei a lógica e acho que a pergunta falava de outra coisa. Alguém chegou a me chamar atenção pra isso, mas como eu ainda não tinha visto o outro lado da questão e minha lógica até q tem algum sentido, deixei quieto todo esse tempo.

Simples, nesse caso, seria quem não vê além do campo do simples e está feliz em não sair do seu campo. É como morar entre montanhas, se sentir feliz e não querer saber o que tem além delas. Não, não sou nem tenho preferência por pessoas assim. Tá que a vida simples deve ser mais fácil, e tem muitas horas que o cansaço ou a tristeza fazem com que eu deseje ser temporariamente dessa forma. De um modo bem geral, no entanto, eu não me satisfaço ou me importo facilmente com o óbvio, mas com o que está além, com o que eu não sei, com o que não aconteceu - ainda. As coisas que eu quero estão em camadas que não são facilmente vistas pela maioria. Consequentemente são coisas mais difíceis (como disse, fácil seria estar satisfeita com pouco), mas são coisas que, ao alcançar/descobrir/realizar, tomam um significado completamente diferente do que tinham antes. E, independentemente do resultado, a experiência rara é, por si só, um privilégio. Quando a experiência é positiva então, é algo indescritível.

Tem muitos contras... O que consigo pensar de início é que expectativas além da realidade geram, além de frustrações mais constantes, grande dificuldade em dar valor ao que se tem. Passei boa parte do meu segundo semestre de 2011 tentando consertar isso com vigor e, apesar do objetivo inicial pra eu tentar mudar isso ter deixado existir, insisti tendo resultados bons. Ainda faltam uns retoques, though. E ainda há outros contras que não vou lembrar agora.

De toda forma, cheguei à conclusão que pessoas complexas são privilegiadas apenas pela própria existência e fadadas a grandes feitos. Não, não estou falando de complexo de Deus eu-vou-mudar-o-mundo-kind-of-thing. Mas coisas como coragem de passar por mudanças não têm nada de simples, são grandes feitos sim. E é justamente esse o tipo de coisa que leva a inovações maravilhosas. Dá pra perceber que eu tenho uma queda quase que descontrolada pelo ineditismo, e nem sempre isso é bom. Mas às vezes é maravilhoso.

Má perdedora.

1 de abr. de 2012


É. Eu sou má perdedora. Coloque uma vida que tem sido boa o suficiente pra não acostumar com perdas numa pessoa extremamente competitiva e o resultado é esse. Não consigo lidar tão bem com isso. Me incomoda e, dependando de quanto eu quero algo, me atinge e me põe pra baixo.

Mas é pior ainda quando tiram de mim a oportunidade de participar em algo que eu tenho certeza que eu seria "vitoriosa" (vitoriosa entre aspas pq não estou falando de uma competição em si, mas é um termo aplicável quando eu considero alguns aspectos da vida que me fazem bem como pequenos "achievements"). E pior ainda quando tenho certeza de que esse algo me faria muito muito bem e seria muito muito bom. E pior ainda quando todo o resto da minha vida está bem legal ou sendo encaminhado e essa era realmente a única coisa que me faltava querer. A única perninha curta que sobrou pra qual eu podia dirigir minha atenção. Tudo bem que é fácil dizer que quando só sobrou uma coisa pra querer, isso é o que você mais quer. É como dizer que você tem um irmão favorito tendo um irmão só. Mas isso não torna a situação menos válida, pelo contrário. Se você tivesse quinze irmãos, talvez fosse bem mais difícil dar a quantidade de importância pra um deles, mesmo que fosse o favorito, da mesma forma que faria tendo apenas um. Se seu único irmão morre, é provável que isso seja bem mais doloroso do que perder um irmão dentre 15. E é como eu tenho me sentido...

Eu sei que as minhas certezas parecem incertas pra muita gente. Mas só eu sei como funciona a minha cabeça. Eu bem disse que, quando eu viajasse, minha cabeça poderia ficar confusa. E ficou. Eu tive medo e avisei que, quando eu saísse da casa dos meus pais, problemas poderiam acontecer. E aconteceram. É claro que uma parte justa disso é minha culpa. Mas eu nunca fui gaiata nem fiz ninguém de gaiato. Eu sabia de tudo e avisei de tudo.  Mas arrisquei. Arrisquei por necessidades e também por acreditar em outrem. Eu sou mais inteligente que isso e meu erro foi esse: não seguir as minhas próprias previsões lógicas e me iludir "acreditando no melhor". Com o tempo deixei essas ilusões viraram "verdades" que eu repetia e ainda cavava de algum lugar um argumento que as suportasse. Ou seja, além de cometer os meus próprios erros, cometi os erros de outra pessoa. Com isso perdi algo que me fazia muito feliz e toda a chance de lutar porque também perdi uma credibilidade que não merecia perder. E agora, quando digo que estou certa de algo, fácil entender porque ficam na dúvida se não estou sendo uma retardada iludida. Mas não há mais nada que eu possa fazer sobre isso agora e o pensamento de toda essa injustiça me deixa aturdida. Não sei lidar com isso. Injustiça me revolta de uma forma... inexplicável em palavras. Acho que a forma mais light de dizer o efeito da injustiça em mim é que é algo que revira minhas entranhas, perturba meu espírito e tira o meu sono. O que faz dessa derrota algo particularmente difícil.

É realmente tão estranho assim lidar com a derrota tentando esquecer de que há algo pelo qual lutar?
 

Browse

Creative Commons License
General Daydreams by Etiene Dalcol is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License.
Permissions beyond the scope of this license may be available at Generaldaydreams.blogspot.com.

Visitas

Followers