Má perdedora.

1 de abr. de 2012


É. Eu sou má perdedora. Coloque uma vida que tem sido boa o suficiente pra não acostumar com perdas numa pessoa extremamente competitiva e o resultado é esse. Não consigo lidar tão bem com isso. Me incomoda e, dependando de quanto eu quero algo, me atinge e me põe pra baixo.

Mas é pior ainda quando tiram de mim a oportunidade de participar em algo que eu tenho certeza que eu seria "vitoriosa" (vitoriosa entre aspas pq não estou falando de uma competição em si, mas é um termo aplicável quando eu considero alguns aspectos da vida que me fazem bem como pequenos "achievements"). E pior ainda quando tenho certeza de que esse algo me faria muito muito bem e seria muito muito bom. E pior ainda quando todo o resto da minha vida está bem legal ou sendo encaminhado e essa era realmente a única coisa que me faltava querer. A única perninha curta que sobrou pra qual eu podia dirigir minha atenção. Tudo bem que é fácil dizer que quando só sobrou uma coisa pra querer, isso é o que você mais quer. É como dizer que você tem um irmão favorito tendo um irmão só. Mas isso não torna a situação menos válida, pelo contrário. Se você tivesse quinze irmãos, talvez fosse bem mais difícil dar a quantidade de importância pra um deles, mesmo que fosse o favorito, da mesma forma que faria tendo apenas um. Se seu único irmão morre, é provável que isso seja bem mais doloroso do que perder um irmão dentre 15. E é como eu tenho me sentido...

Eu sei que as minhas certezas parecem incertas pra muita gente. Mas só eu sei como funciona a minha cabeça. Eu bem disse que, quando eu viajasse, minha cabeça poderia ficar confusa. E ficou. Eu tive medo e avisei que, quando eu saísse da casa dos meus pais, problemas poderiam acontecer. E aconteceram. É claro que uma parte justa disso é minha culpa. Mas eu nunca fui gaiata nem fiz ninguém de gaiato. Eu sabia de tudo e avisei de tudo.  Mas arrisquei. Arrisquei por necessidades e também por acreditar em outrem. Eu sou mais inteligente que isso e meu erro foi esse: não seguir as minhas próprias previsões lógicas e me iludir "acreditando no melhor". Com o tempo deixei essas ilusões viraram "verdades" que eu repetia e ainda cavava de algum lugar um argumento que as suportasse. Ou seja, além de cometer os meus próprios erros, cometi os erros de outra pessoa. Com isso perdi algo que me fazia muito feliz e toda a chance de lutar porque também perdi uma credibilidade que não merecia perder. E agora, quando digo que estou certa de algo, fácil entender porque ficam na dúvida se não estou sendo uma retardada iludida. Mas não há mais nada que eu possa fazer sobre isso agora e o pensamento de toda essa injustiça me deixa aturdida. Não sei lidar com isso. Injustiça me revolta de uma forma... inexplicável em palavras. Acho que a forma mais light de dizer o efeito da injustiça em mim é que é algo que revira minhas entranhas, perturba meu espírito e tira o meu sono. O que faz dessa derrota algo particularmente difícil.

É realmente tão estranho assim lidar com a derrota tentando esquecer de que há algo pelo qual lutar?

Conflito

31 de mar. de 2012




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Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
E quando eu vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem

Já que você não está aqui
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?

!empty($mood) ? 'in' : '' + sugestionável

27 de mar. de 2012
Eu sei que na grande parte do tempo sou cabeça dura. Sou mesmo. Admito. E sempre digo que respeito muito a opinião dos outros.  Mas, na verdade, é bem fácil respeitar quando o que acontece é que eu não dou a mínima. Você pode me dizer o que você quiser sobre a sua opinião e a chance é grande de que estarei "de boa". Não porque te respeito, mas porque, no fundo, acho óbvio que o que é mais importante e faz mais sentido pra mim é a minha opinião e não a sua, ou não teríamos opiniões diferentes pra início de conversa. Interpretar isso como respeito ou como "caguei pro que você acabou de falar" varia de acordo com o nível de mimimi da outra pessoa.

Apesar disso, eu não tenho uma mente rígida como posso aparentar, muito pelo contrário. Eu funciono de forma bem esquemática, na realidade. Ok, o seu argumento não é um argumento se eu discordo dele. E não importa quantos argumentos que eu conhecidamente discorde você me apresente, eu mudarei de ideia tão facilmente quanto seria parir um filho do Hagrid. No entanto, se me é apresentado um argumento que eu desconheço e me parece válido, ou se um argumento anterior é apresentado dentro uma nova situação que o torna válido, ou seja qual for o novo elemento introduzido que eu concorde, eu vou mudar de ideia sim. Eu não tenho esse tipo de orgulhinho de continuar discordando só pra fazer cu doce.

Ou seja, de um modo geral, eu sou flexível, mas tipicamente "insugestionável". Mas isso é no campo prático. No campo emocional a coisa funciona de forma beeeeeem diferente. Completamente oposta, até. Tanto é que tenho uma playlist chamada "happy music" que funciona de forma muito simples: ela tem músicas alegres, e quando eu estou na merda, eu escuto e me sinto melhor. É só isso e funciona razoavelmente bem dependendo do nível de profundidade da merda. Por outro lado, tem dias que eu não tenho motivo nenhum pra estar na merda, não sei o que houve, mas estou. Então percebo que estou com alguma música emo na cabeça, ou com alguma cena chocante de filme, série ou livro me perturbando silenciosamente. Emocionalmente as coisas funcionam fácil em mim. Às vezes uma pequena frase encorajadora, vinda de alguém da qual eu reconheço o bom senso, pode fazer uma reviravolta.

Por isso que eu digo, de forma até meio patética, que eu preciso de certos amigos, de certas pessoas na minha vida. Eu não gosto disso. Não gosto dessa ideia de necessitar de outrem pra me guiar. Mas, pelo menos por enquanto, é o que funciona comigo. A palavra tem uma força filha-da-puta em cima de mim. E tem (ou deveriam haver) pessoas específicas que costumam dizer exatamente o que eu preciso ouvir, ou sabem colocar uma situação em um fraseamento completamente diferente e melhor que o meu. Isso se chama apoio e tem trocentas formas de fazer isso que você nem imagina que constitui mesmo em apoio. Um dia eu dedico um post só pra isso.... Mas passando rapidamente no assunto: ou você conhece uma só pessoa que sabe exatamente do que você está precisando e sabe reagir de acordo em diferentes situações, ou você recorre a vários amigos que reagem de forma diferente em situações diferentes. Mas, basicamente, é o que eu estou precisando agora, me aproximar de pessoas que falam naturalmente de um jeito que exerce uma força positiva na minha vida. Nem preciso dizer que preciso afastar as que fazem o oposto porque praticamente afastei todos que me eram próximos e isso é assunto prum capítulo inteiro... melhor deixar pra lá...

Nada como uma fuga de vez em quando

18 de fev. de 2012

242 days of summer

16 de fev. de 2012
Então! O outono disse "oi", meu verão já terminou e estou feliz. Sério mesmo! Ok, ainda tou bem fodida por dentro, mas pelo menos estou juntando os caquinhos sorrindo. E nem é um sorriso amarelo e forçado. É um sorriso até meio bobo e o motivo, discutível. Mas é um sorriso de verdade.

E sabe o que é melhor? Saber que se o motivo desse sorriso se esvair por alguma razão, de qualquer jeito esse verão já passou! Depois virá o inverno e assim a vida segue.

Mas enquanto isso não acontece, eu aproveito os frutos da estação... 

#cpbr5 and other drugs

11 de fev. de 2012
Depois de meses sem postar, resolvi revitalizar o blog. Na verdade, não é que eu não tenha escrito nada. Eu escrevi bastante, mas nada era publicável. Passei bastante tempo muito ocupada e bastante tempo triste. Só basta dizer isso pra saber que tudo que eu escrevi só poder ser um monte de merda.

Pois é... Então eu viajei pra Campus Party em São Paulo e nesse tempo mais ou menos livre acabei fazendo um balanço geral da minha vida nos últimos meses. Tempo livre às vezes faz mal e às vezes faz bem. Pra quem tá com a vida cheia de problema é mais um porque você fica pensando neles e se desesperando. Se você tá trabalhando e tal, você foca em algo e vive bem melhor. Mas o legal do tempo livre, da revisão e da preocupação é que às vezes você resolve as coisas.

Fazendo resumo rápido do meu panorama pouco tempo depois deu voltar de viagem:
 - O servidor estava falido e eu tinha 0 de entrada de dinheiro. Ou seja, desempregada for real logo após torrar meu dinheiro todo.
 - Meu pai tava doente e não podia trabalhar o que gerava dois problemas. O fato do meu pai estar doente em si e o fato de que ele também ficou sem dinheiro.
- Minha mãe atingiu o ápice do TOC e me encheu o saco até eu ser obrigada a sair de casa.
- Percebi que eu vadiei por 2 meses e não estudei porra nenhuma pro vestibular então estava super tensa com a proximidade dos exames.
- Enrolei tudo que eu tinha pra enrolar, fodi com tudo que tinha pra foder e comecei a ter problemas no relacionamento que culminaram no meu namorado e, na época, amor da minha vida, terminando comigo pouco tempo depois mas ainda no meio disso tudo pra tudo ficar ainda melhor (joinha).
- Comecei a pirar e ter problemas de saúde aleatórios e crises de ansiedade.
- Pisei na bola feio com alguns amigos que então deram as costas pra mim.
- Estava morando com um ex que era mega escroto e legal comigo aleatóriamente me deixando doida.


Eu poderia escrever livros sobre cada item, mas estou com preguiça.

E enfim... eis o meu panorama no início dessa semana:
- O servidor tá legal e dando dindin de novo. Estou estagiando numa empresa foda, com colegas de trabalho excelentes, ganhando razoavelmente bem e aprendendo muito.
- Meu pai ainda não tá lá essas coisas, mas não tem muito que eu possa fazer e, no geral, ele tá bem melhor.
- É bem mais fácil lidar com a minha mãe não morando com ela.
- Um milagre aconteceu (mesmo) e eu passei em todas as faculdades pras quais fiz prova, chegando a ficar em 1o lugar na UniRio.
- ...
- Ainda não to lá essas coisas de saúde mas já tem bastante tempo que não tenho crise de ansiedade.
- Entendi que amigos que realmente te dão as costas, não importa como tenham se desentendido, nunca foram de fato amigos. Fiz amigos novos.
- Vou sair do apê do ex em no máximo um mês.

Ou seja, praticamente TUDO na minha vida se resolveu, algumas coisas de forma extraordinariamente explêndida! Exceto... a parte de relacionamentos. E como essa era a única coisa que eu tinha pra me preocupar, me preocupei e tentei resolver. Pensei, pensei, pensei, falei tudo (ou assim espero), expus todos os meus sentimentos mais sinceros, tomei porrada até esfolar a alma, chorei, chorei pra caralho, chorei mais ainda.

Cansei e pensei mais! Depois mais um pouco e tomei uma decisão. E então... como se algo estivesse me recompensando por isso... awesome day is awesome.

Dias 6~10: Semana corrida e interessante.

4 de set. de 2011
Começaram as aulas no curso, tenho saído, andado e tudo mais. Pouco tempo pra me entediar mas por algum motivo ainda estou um bocado entediada. Sério, não sei explicar o porquê. Minha turma do curso por enquanto só tem meninas: Anastasia, da Rússia; Franzesca, da Alemanha; Natsu, do Japão; e Stephany, do Salvador.

Segunda-feira saí mais uma vez em busca de um plano pré-pago com dados, desta vez com a Anastasia, já que ela também queria um número francês. Foi um parto, como vocês podem ler aqui no GC, mas acabou dando tudo certo. No meio do caminho vi uma coisa linda demaaaais, um carrossel muito antigo, todo decorado. Te juro que me deu vontade de entrar de tão lindo.

 Terça descobri que é fato que todos os franceses são homossexuais. Já tinha percebido que eles tem um senso de moda deveras estranho. Excesso de gola "V" e calça skinny, muitos lenços (em pleno verão) e outros acessórios, muitas roupas de cores berrantes, gel no cabelo. Dançando então eles fizeram a façanha de serem ainda piores. Se esfregam, levantam um pouquinho a camisa, mexem o quadril em excesso, entre outras coisas bizarras. É de dig din pra baixo. Só falta botar o dedinho mindinho na boca, serinho. Porque até rebolar até o chão eles rebolaram. MEDO. Não pagam bebidas pras mulheres nem falam com elas. Sério, passei a noite toda no bar e NINGUÉM falou comigo exceto um venezuelano que estava aqui a turismo e infelizmente não consegui conversar muito com ele porque ele não falava inglês. Ganhei uma cerveja e um shot de hortelã, though. 

Voltei nesse mesmo bar na quinta-feira só que dessa vez com duas meninas do curso, a Anastasia e a Natsu. Foi legal e tal, mas não tanto assim, não foram aquela meninas com quem a gente bate logo de cara, sabe? A Anastasia é legal, mas a Natsu muito quietinha. Fui no banheiro e quando voltei elas tavam falando com 3 caras e bebendo com eles, todos os 3 feios de trincar os dentes e com um inglês sofrível. Egoístas, as duas têm namorado, não estavam interessadas em sair com ninguém por aqui ou arrumar um carinha ao menos pra conversar. Apenas tavam enrolando os caras pra ter com quem dançar e beber de graça! Inteligente mas tsk tsk, eu fiquei num canto né. xD

Pelo menos no final da noite conheci um inglês chamado Jamie, ex-barman desse mesmo bar, um doce de pessoa. Dei mais umas saídas com ele, no sábado comi comida tailandesa pela primeira vez e domingo talvez iremos na Notre-dame de Fouvrière juntos. Pena que logo depois ele já volta pra Londres. Bom, quando eu estiver em Manchester devo passar em Londres uns 2 ou 3 dias, de repente marcamos mais algo por lá. Vai ser interessante conhecer Londres junto com alguém que conhece bem a cidade.

A noite de sexta foi bem interessante. Tava eu e o Jamie bebendo malibu na beira do rio e batendo papo, quando de repente a gente repara num casal quase se comendo (ou se comendo mesmo, a dúvida permanece) contra a parede da pracinha. Então passa um pessoal, na ponte acima de nós que atravessa o rio, e começa a zoar o casal, berrar, torcer e etc. O casal fica puto, e some. 10 minutos depois volta e começam a se comer contra a parede de novo. Um pouco mais pro lado tinha um cara sentado na beira do rio como nós, abraçando as pernas, com a cara enfiada no joelho. Ou estava dormindo, ou chorando. Já estava começando a ficar com pena da foreveralonice dele quando de repente ele cai no rio e acorda PUTO. Nada de volta e xinga deus e o mundo. Obviamente eu e o Jamie rimos descaradamente da estupidez do cara. Até o casal se pegando parou um pouco de se pegar pra olhar pro cara também. Hilário. Minha única tristeza foi não ter filmado e posto no youtube.

P.S.: Só agora percebi que o Jamie é a cara do Salsicha. OMG. O.O'
 

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